quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O PROFESSOR NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO(OUT/2010)


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Assim como o mundo tem se transformado rapidamente, as pessoas passaram a perceber a necessidade de acompanhar as mudanças do mundo e da Era da Informação.

Na educação, isso também acontece: a interação entre a escola e o “mundo real”, a busca tão esperada da contextualização dos conteúdos e temas curriculares, trabalhados numa perspectiva interdisciplinar e voltada ao preparo dos estudantes para assumirem suas posições na sociedade da informação. 
A internet, as tecnologias, redes sociais, não podem mais ficar fora do processo educacional. Isso tudo, se ainda não faz parte, em breve adentrará as casas mais humildes e as escolas mais isoladas, integrando comunidades, culturas, acesso às informações de forma instantânea e multilateral.
Trata-se de um processo de inclusão social e digital altamente democratizado, mas que traz consigo um paradoxo: quanto mais se usa, quanto mais informação da era digital em favor da democracia, mais imperativo e mais excludente o mundo se torna, para aqueles que não aderirem à aldeia global que o mundo digital trouxe às nossas vidas.


Em todas as casas, cada vez mais na rotina dos nossos alunos. Até que ponto tal realidade é positiva para as pessoas em processo de formação?  Mas a informação e interação social, principalmente nas redes sociais, jogos e diálogos on line trazem a sedução de afastar a atenção e a dedicação do aluno à vida escolar.
Quem deve zelar para que o educando possa manter o foco na sua formação? 
A família e a escola de mãos dadas. A família cobrando, orientando e fiscalizando filhos . E profissionais da educação e a escola, por sua vez, mantendo a luta pela atualização e uso das tecnologias digitais na educação curricular, na formação dos educandos. 
Na escola já se percebe a ascensão da tecnologia digital nas aulas, embora lentamente inseridas no universo educacional.
A escola, hoje, já não pode mais ser vista como aquela instituição que simplesmente transmite o conhecimento pelos livros e pelos professores que usam quadro, giz e aqueles “trabalhinhos” pendurados na parede.
A gama de opções se ampliou, embora alguns professores ainda resistam e continuem a ensinar de uma forma tradicional que se torna desinteressante e inócua para as novas gerações.
Sua função atual é instigar os alunos a buscar, a construir seu próprio conhecimento, a saber onde e como obter as informações e o conhecimento de que precisa, pois a informação nunca esteve tão acessível e tão disponível.
Aqui entra a função da escola: transformar essa informação em conhecimento. Cabe ao professor ser o facilitador, o orientador, fazer com que essa busca leve à compreensão. O aluno precisa saber também distinguir entre informação confiável e correta ou algo que qualquer pessoa pode ter postado na rede digital como se fosse uma verdade universal.
A escola também precisa reciclar-se, buscar novas fontes e novas formas de usar as tecnologias para além das corriqueiras “pesquisas na internet”. 
Os professores e gestores precisam ter mais confiança, auto-estima, treinamento, para que sejam quebradas suas resistências e seus paradigmas e aumentadas suas perspectivas de sucesso.
Inicialmente o professor deve desenvolver em si mesmo o gosto pela descoberta, o desejo de saber mais, de atualizar-se e poder ressuscitar em si a curiosidade e o espírito crítico, para poder repassar sua fome de saber aos alunos, para que estes se tornem críticos e preparados para terem sucesso na inserção de suas vidas numa Nova Era (A Sociedade da Informação, o momento mais importante da existência humana até aqui), da qual somos testemunhas.
O uso de novas tecnologias está diretamente ligado ao sucesso da educação na formação de nossos jovens. A formação de pessoas capazes de interagir com a tecnologia vem da aproximação inevitável do professor aos recursos tecnológicos que dispõe ou que necessita obter.
Só assim, com boa iniciativa de professores, gestores, coordenação, a escola poderá reciclar-se, aproximando-se mais dos seus alunos, resultando em uma ampliação de mundo para ambos os lados, resgatando o interesse da sociedade pela escola que, inserida nas tecnologias de ampla utilização, passará a resgatar sua confiança e sua verdadeira função: educar, formar e informar.
Mas para que essa ideia dê resultado, não deve existir individualismos, nem jogos de poder ou crise de egos. É necessário o envolvimento de todos (pais, escola e comunidade), um trabalho coletivo, reformulando a estrutura dos trabalhos pedagógicos, propiciando o crescimento conjunto dos alunos, professores, da escola como um todo, inclusive do seu conceito de ensino-aprendizagem.

Colaborou com o texto, a Pedagoga Sandra Petry, orientadora educacional da EM Santo Estêvão, da Jaraguá do Sul.

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